A convite do Professor Carlos Martins, inauguro com este artigo, a minha contribuição regular para o seu blog.
Já por diversas vezes, dei comigo a reflectir sobre as exigências e desafios que, por certo, terei de enfrentar quando me formar em Medicina, para poder abraçar finalmente a profissão que por vocação escolhi para a vida.
Hoje é um dado adquirido que não há verdades absolutas e conhecimento acabado, no que à Ciência respeita.
Como bem sabemos, o afã da investigação científica, no domínio das Ciências Médicas, é uma realidade imparável que não cessa de descobrir como funcionam as mais ínfimas e microscópicas estruturas biológicas. Descobertas que, muitas vezes, abrem caminho a outras disciplinas científicas que, a partir dessa informação, investem na prevenção, tratamento e cura das patologias que lhe estão associadas.
Esta reflexão, que me ocorre frequentemente, está a instalar-se na minha mente como uma divisa profissional, no sentido em que é já hoje, para mim, uma certeza, porventura uma das poucas, que a formação e a procura incessante de novos conhecimentos sobre descobertas ou novas praxis ou técnicas clínicas passarão a integrar as rotinas do meu quotidiano profissional, a par de todas as outras tarefas, obrigações e deveres.
Foi sobretudo graças a esta reflexão que integrei, com todo o gosto e entusiasmo, o Comité Organizador do 8º YES MEETING, evento de carácter científico, organizado pelos alunos da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, que teve, a meu ver, entre outras virtudes, a de permitir o contacto com outros jovens estudantes de Medicina, oriundos de mais de 40 países e, sobretudo, facilitou o acesso privilegiado ao contacto directo com prestigiados investigadores que têm vindo a desenvolver projectos de enorme valia internacional, destacando-se a Prémio Nobel da Química, Ada Yonath, galardoada pelos seus estudos no que respeita à estrutura e funcionamento do Ribossoma.
Esta exigência que se coloca aos médicos de sempre, mas com maior acuidade aos deste século XXI, face aos astronómicos investimentos financeiros que países e indústria farmacêutica estão a realizar, patrocinando projectos que, a pouco e pouco, têm vindo a mudar a forma de pensar e exercer a Medicina, é sem dúvida um dos maiores e mais empolgantes desafios que os futuros médicos terão de vencer, para se manterem permanentemente actualizados, o que vai, com toda a certeza, requerer da sua parte a preservação da sua atitude académica.
Ana Lídia Dias, estudante de Medicina













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