Resumo
Neste mês de Maio, irá ocorrer na Capital Europeia da Cultura (Guimarães), o 4º Encontro Nacional das USF, sedimentando uma nova cultura da saúde dos CSP, alicerçada na coragem, esperança, optimismo, resiliência, cooperação, criatividade, energia, emoções positivas, confiança, cidadania, sabedoria – ingredientes que existem nas USF e que as podem catalogar como organizações positivas.
Introdução
A premissa de que o bem-estar dos trabalhadores e os interesses da organização são duas dimensões em permanente conflito, tem vindo a mudar nas últimas décadas. De acordo com Sauter, Lim & Murphy (1996), esta mudança deve-se à emergência do conceito de “organização saudável” ou "organizações positivas”, onde é possível conciliar dois objectivos transversais: desempenho e bem-estar pessoal.
Neste âmbito, Cunha, Miguel Pina e Cunha e Arménio Rego, no livro, Organizações Positivas, D. Quixote (2007), defendem que estas organizações representam a via apropriada para conciliar o desempenho organizacional das organizações com a saúde e a realização pessoal das pessoas que nelas trabalham.
Organizações Positivas: USF
Olhando um pouco para as nossas USF – Ser vivo de elevada complexidade que compromete profissionais em torno de um projecto cimentado em valores que colocam o cidadão que necessita de CSP no centro das suas agendas, constatamos que reúnem os seis critérios de Organizações Positivas:
1. São verdadeiras equipas com autonomia funcional e técnica: as tarefas (carteira de serviços) e as fronteiras estão bem definidas com uma liderança clara e reconhecida, coordenador escolhido pela equipa, e possuem o controlo interno (Conselho Geral e Conselho Técnico) do processo organizacional da prestação de cuidados.
2. Tem uma missão, valores e visão apelativa e mobilizadora: há um objectivo claro que é a operacionalização da carteira de serviços centrada na pessoa e na família, acreditando em valores que contribuem para o desenvolvimento de uma nova cultura organizacional.
3. Dispõe de estruturas capacitadoras com um circuito estabelecido e transparente: fase de candidatura, avaliação, instalação, modelo A, contratualização, acompanhamento, candidatura a modelo B e acreditação. Além disso, a dimensão é adequada à tarefa com rácios tecnicamente adequados, ponderação das listas de utentes e existe um sistema de incentivos e de recompensa.
4. Actuam em contextos organizacionais apoiantes: o seu objectivo está articulado com os objectivos do Governo e do memorando da Troika. Além disso, as USF desenvolvem e recebem confiança nos fóruns da net, reuniões regionais, nacionais, Feira de Vaidades…Encontro Nacional de USF.
5. Recebem Coaching, ou seja, estão criadas as condições para os profissionais das USF conhecerem bem os seus pontos fortes, ter consciência das debilidades, saber capitalizar as forças e compensar as debilidades.
Conclusão
Tem sido no quotidiano organizacional das nossas USF que o futuro se constrói, desenvolvendo a tenacidade, a honestidade, o espírito de rigor, a firmeza, a perseverança, a generosidade, a criatividade, a gratidão, o optimismo - e a sabedoria realista e ainda sustentabilidade económica e financeira do SNS!
Em suma, plagiando Seth Godin, (“Tribos – Precisamos de um líder”) os profissionais das USF já não são apenas marketers – agora já são também líderes.
Nós precisamos de vocês.













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