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Psicologia Infantil: O seu filho não é um adulto

Muitos pais olham para as suas crianças como se de adultos se tratassem, vários são os factores que contribuem para isso. As próprias crianças, por vezes, também se vêem como mais crescidas, comparando-se com os adolescentes das famosas series de televisão que consomem, tentando imitar atitudes e formas de relacionamento. Com isto, apagam muitas vezes o tempo de ser crianças que, mais tarde, poderão querer reviver, e então nunca conseguirão voltar atrás.

Muitas vezes as crianças estão à espera para ocupar o lugar das pessoas crescidas, mas não são pessoas “crescidas”. Os pais são os adultos em quem os filhos necessitam de se apoiar e que, paulatinamente, os orientam no caminho da independência e da autonomia.

Os pais não podem ter receio de assumir as suas responsabilidades e orientar as crianças com confiança. Os pais não devem atribuir às crianças um saber que elas não têm, nem que estas mostrem interesse em tudo o que as rodeia, não as devem confrontar constantemente com escolhas possíveis que as ultrapassam, nem mesmo com informação que não têm capacidade para compreender, hipervalorizando muitas vezes aspectos que as fazem sofrer e gerar ansiedade. Realçamos contudo, que a criança tem necessidades específicas que devemos valorizar, sem nunca a infantilizar.

É preciso ter calma, não acelerar a todo o custo o ritmo natural do desenvolvimento, apesar de o actual contexto nos pressionar nesse sentido, estimulando a vontade de querer tudo no “agora”. Os pais devem orientar os seus filhos com confiança para que estes possam ser mais serenos vivendo o seu tempo de criança

Dra. Ivone Duarte, psicóloga

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